Sabem aquele sentimento que sentimos ao acabar de ler um mangá o qual você acompanhara há meses, acompanhando cada aventura, cada sentimento que seus personagens favoritos sentiram. Aquele sentimento que te leva a perguntar a si mesmo “O que eu faço agora?”. Eu sinto este sentimento agora. Hoje mais cedo acabei de ler “The Groove Adventure Rave Master”, de Hiro Mashima, mesmo criador de Fairy Tail.
“Rave Master” foi/é um mangá que me marcou muito. Os personagens desse mangá mudaram-me de uma forma a qual eu não esperava. Eu lembro quando eu comecei a lê-lo há aproximadamente quatro meses. Eu conheci essa série pelo anime, este era transmitido na televisão, acredito eu que no Cartoon Network, quando eu era pequeno. Como não conseguia achar um link para ver o anime, decidi ler o mangá.
Comecei a lê-lo pelo Punch Mangas, mas logo mudei para o Central de Mangás, onde li até o capítulo 214, daí em diante tive de ler em inglês no Manga Fox. Essa “campanha” foi algo lindo para mim, nunca havia me comprometido tanto assim com algum mangá. Estou mais acostumado a ler mangás curtos, em sua maioria one-shots.
Eu devo dizer que me decepcionei um pouco com o final. ( Spoiler) A batalha final de Lucia e Haru poderia ter durado mais um pouco, eles poderiam ter usado de todas as formas de suas respectivas espadas. Devo dizer também que não gostei dele ter revivido os personagens que morreram durante essa luta. Sim, eu chorei quando o Let morreu( pela segunda vez) , porém sua morte foi para o Haru poder vencer a luta e terminar a guerra. Um lindo sacrifício. Quando vou ler o epílogo, ele está vivo. Não gostei disso. Epílogo… Isso significa que acabou… E agora?
Filed under 11/08/2012
Interessantemente, eu tenho uma péssima memória a curto prazo, porém uma ótima a longo prazo. Às vezes, eu fico recomendando o mesmo anime, num curto período de tempo, várias vezes para uma mesma pessoa, pensando que é a primeira vez. Só irei lembrar a verdadeira primeira vez se a pessoa me chamar a atenção, falando que eu já havia dito aquilo. Quando isso acontece, eu me sinto como no filme “Como se fosse a primeira vez”, de Adam Sandler e Drew Barrymore.
Eu também sou péssimo para lembrar datas. As únicas de que me lembro são as datas de aniversário de meus amigos. Se você me perguntar quando eu fiz tal coisa, eu não saberei responder. Esse “déficit de memória” é algo que me incomoda demais, eu fico pensando e pensando, tentando lembrar a data, porém nunca lembro. Uma hora eu esqueço que havia esquecido a data.
Os eventos eu sempre lembro. Nunca esqueço uma pessoa que passou pela minha vida. Nunca esqueço o que eu e ela fizemos juntos. Senti-me o Sora, de Kingdom Hearts agora. É como ele diz, as coisas importantes a gente não esqueça. Porém, às vezes, eu desejaria esquecer algumas dessas coisas. As pessoas mudam. O melhor amigo que eu tive em minha infância, hoje, é alguém que eu considero uma péssima pessoa, alguém com quem nunca terei amizade. Novamente. Por causa disso, sinto saudade da época quando éramos crianças e brincávamos no “playground” do prédio onde ele morava.
Saudade. O português é o único idioma em que existe tal palavra. Em todos os outros idiomas do planeta, usa-se uma expressão, ou uma frase inteira, para se referir a esse sentimento. Uma exclusividade de nosso idioma, igual a palavra cafuné.
Filed under 08/08/2012
A greve é um método não-violento de protesto. Um dos métodos mais utilizados no mundo hoje em dia, sendo que em alguns países, funciona de verdade. O Brasil não é um deles. Entretanto, os trabalhadores deste nosso querido país parecem não perceber isso. Ou será que eles gostam de não trabalhar, continuar recebendo e no final receber ainda mais? Uma pergunta com resposta óbvia se considerarmos o caráter da sociedade brasileira em geral.
Eu estou sendo afetado pela greve dos professores apenas, mas ultimamente, percebemos que quase todo mundo está em greve, estava em greve, ou estará em greve. Os professores já estão há quase três meses. O que significa que passarei Janeiro na escola.
A greve dos professores afeta muito a sociedade. O jovem de hoje ficar três meses ou mais sem receber educação é quase que um crime. A educação do país já está péssima, agora com as greves anuais a qualidade chega até onde? Até o início deste ano, eu estudava em escola particular, ou seja, nunca havia “participado” de uma greve. Meus colegas de classe dizem que na greve do ano passado, as reposições de aulas foram horríveis, apenas uma pessoa havia conseguido passar de ano direto. A classe havia por volta de vinte e cinco alunos.
Eu acho que o pior da greve, é que os grevistas não percebem que o governo quer mais que eles continuem! Como eu já afirmei, a greve piora a educação, e com uma educação péssima, o poder dos governantes fica assegurado. Não é à toa que a educação brasileira é horrível, eles nunca fazem nada para melhorá-la.
Se o povo não recebe educação, não criará consciência para saber o que está de fato errado no país, sendo assim, o povo continua votando errado. Em minha opinião, esse é um dos principais, senão o, fatores do porquê do Brasil ser do jeito que é.
Filed under 03/08/2012
Eu odeio quando as pessoas colocam em seus Facebooks, subnicks de MSN, ou que seja, “Eu não sou forte porque quis, e sim porque precisei”. Realmente, me dá um ódio profundo quando vejo essas coisas. Essas pessoas se acham as pessoas mais fortes do mundo, apenas porque passaram por alguns pequenos problemas fúteis. Quem é forte, não fica dizendo por aí que é forte. Quem é, é e sabe disso, não precisa que o mundo saiba.
Eu odeio quando pessoas levam a sério, até demais, algumas piadas que faço. Todo mundo que me conhece, e conversa comigo regularmente, sabe que faço piada com tudo, mas alguns ainda levam piadas a sério, além disso, ainda tentam dar uma de filósofo dizendo algumas frases retiradas de internet.
Eu odeio quando vejo em minha Dashboard frases da Clarice Lispector, ou do Caio Fernando de Abreu, especialmente, quando a pessoa não tem nem o conhecimento de quem sejam estes dois. Eu odeio quando alguns amigos offlines meus começam a tirar sarro do quão eu valorizo meus amigos online. Sendo offline, ou online não importa, é meu amigo e o valorizo de qualquer jeito.
Eu odeio pessoas hipócritas. Eu odeio quando alguém começa a implicar com algum amigo meu. Odeio pessoas que se menosprezam. Eu odeio que debochem de meus princípios, e da importância que dou aos mesmos. Algumas coisas que eu odeio.
Filed under 29/07/2012
Ontem, enquanto eu assistia a televisão, passei pelo canal da Band. O programa que passava era “Brasil Urgente”, com o Datena, e não pude deixar de notar que eles estavam fazendo uma pesquisa. A pesquisa era a seguinte: Você acha que as penas aplicadas no Brasil devem ser mais duras?
Devo dizer, infelizmente, que não me surpreendi com o resultado. Mais de 80% respondeu sim, as penas deviam ser mais duras. Eu não me surpreendi, não porque eu concordo, mas sim porque eu sabia que as pessoas as quais assistem ao programa do Datena, são as pessoas de classe mais baixa, logo, sem generalizar, as pessoas sem uma educação rica, logo, de consciência fraca.
As pessoas não entendem que o objetivo do sistema pena, embora seja chamado assim, seja punir os criminosos. O objetivo é ajudar o criminoso a curar sua “doença”. O objetivo é reintegrar o criminoso a sociedade, para que ele não cometa mais crimes. Mas não é isso que acontece, prova de que o sistema penal brasileiro está falho.
Mas a solução não é tornar as penas mais duras, há pessoas que defendem a pena de morte, mas essa não é a solução. Uma pessoa que hoje comete um latrocínio, por exemplo, amanhã, se passar por um sistema penal que funcione, pode ser uma pessoa de valor para a sociedade. O problema deste sistema penal está nas instituições as quais chamamos de prisão.
Aqui no Brasil, as pessoas são colocadas em celas as quais são dividas com outras dez pessoas, a precariedade da qualidade de vida nas prisões são imensas. E o número de pessoas mandadas para a prisão simplesmente aumenta cada vez mais com o passar do tempo, sendo que o Brasil investe mais segurança do que na educação, qual a lógica nisso tudo?
Não quero me aprofundar mais nesta discussão, só irei dizer que a solução para a violência no Brasil, é investir em educação para o povo, tornar as escolas públicas boas, que nem no tempo de minha mãe, assim as pessoas terão mais educação, poderão se tornar alguém na vida, e terão a consciência de que quebrar a lei não é a solução. Agora, os motivos para o governo não fazer isso, fica para outra crônica.
Filed under 25/07/2012